terça-feira, 12 de dezembro de 2017

As Montanhas da Superstição

As montanhas da superstição, em Phoenix, no Arizona, embora sejam um destino recreativo comum entre os moradores locais receberam esse nome porque são cercadas de mistérios. Segundo os índios Apache lá ficaria a entrada para o inferno.

O lugar hoje fica dentro de um parque nacional norte-americano. Segundo lendas durante o século 19 um imigrante alemão chamado Jacob Waltz teria encontrado lá uma mina de ouro. Jacob morreu sem jamais revelar a localização da mina a alguém, depois de sua morte várias expedições tentaram encontrar a mina e falharam. Segundo a população local os espíritos dos que morreram nas expedições continuam vagando pelas montanhas.

Em 1931 o explorador amador e caçador de tesouros Adolph Ruth decidiu fazer buscas na região em busca da mina. Seus ossos foram encontrados seis meses depois com 2 buracos de bala no crânio. Diversos pertences pessoais de Ruth foram encontrados, inclusive uma pistola, mas o mapa que ele usava para guiar-se e que revelaria a localização da mina jamais foi encontrado.

No meio dos anos de 1940 a ossada sem crânio do explorador James A Cravey foram descobertos nas Montanhas sa Superstição. Cravey também estava em busca da mina de ouro.

Mais recentemente, em novembro de 2009, Jesse Capen iniciou sua busca pela mina. Pouco tempo depois seu acampamento e seu carro foram encontrados abandonados. Seu corpo foi encontrado em novembro de 2012 was found in November 2012 by a local search and rescue organization, em uma fenda rochosa.

Em julho de 2010 os aventureiros Curtis Merworth, Ardean Charles e Malcolm Meeks também desapareceram no local. Em janeiro de 2011 3 ossadas presumivelmente dos aventureiros foram encontradas.

Talvez um dia descubram o mistério das Montanhas da Superstição, até lá sugerimos que você procure outro destino para suas viagens de férias e se quiser ouros vá a uma joalheria.

domingo, 12 de novembro de 2017

O incrível Dragão de Komodo

Varanus komodoensis por Dezidor (1)
Apesar do nome popular o Dragão de Komodo (Varanus komodoensis) não é um dragão, é uma espécie de lagarto que vive na Indonésia. É a maior espécie de lagarto conhecida, chegando a atingir 3 metros de comprimento e 110 kg de peso. Está no topo da cadeia alimentar do ecossistema que habita, não tendo predadores naturais. Alimenta-se principalmente de carniça, que consegue detectar a mais de 4 Km de distância, mas também caça javalis, cabras, cervos, búfalos, cavalos, macacos e inclusive seres humanos ou indivíduos menores de sua própria espécie. Normalmente ataca o pescoço de suas presas e mesmo quando não as abate é frequente que elas venham a morrer cerca de uma semana depois em função de um tipo de veneno secretado pelo lagarto e da infecção causada pelas inúmeras bactérias presentes em sua saliva.

Por ter metabolismo extremamente lento o Dragão de Komodo pode alimentar-se apenas uma vez por mês, chegando a consumir 80% de seu peso corporal em alimento a cada refeição. Depois de comer normalmente procura um lugar sossegado para que possa descansar e permitir assim que sua digestão se processe mais rapidamente. Depois de digerir o alimento o Dragão de Komodo regurgita os chifres, pelos e dentes de sua presa.

A reprodução do Dragão de Komodo também tem suas peculiaridades. Em alguns casos eles são monogâmicos, formando casais estáveis, o que é raro entre os répteis, além disso em condições adversas a fêmea pode reproduzir-se por partenogênese (sem ser fecundada por um macho). Em situações normais os Dragões de Komodo acasalam entre os meses de maio e agosto, sendo a postura dos ovos em setembro. A fêmea põe em média 20 ovos, normalmente em ninhos abandonados de um pássaro ou em uma toca escavada. Após a postura deita-se sobre o local para ajudar a incubar e proteger os ovos. A eclosão ocorre geralmente no mês de abril seguinte.

No início da vida os filhotes do Dragão de Komodo passam a maior parte do tempo no alto de árvores, como forma de proteger-se de animais maiores de sua própria espécie. À medida em que vão crescendo passam a ficar cada vez mais tempo no solo. Os adultos geralmente não sobem em árvores devido ao porte avantajado.

Apesar de não ter predadores naturais e poder viver até 50 anos, o Dragão de Komodo encontra-se ameaçado de extinção, principalmente devido à caça predatória que ocorria até a primeira metade do século XX. Hoje o animal é protegido por lei, mas estima-se que só restem menos de 4.000 Dragões de Komodo vivendo em seu habitat natural.

(1) Licenciado sob CC BY 3.0, via Wikimedia Commons
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Varanus_komodoensis.JPG#/media/File:Varanus_komodoensis.JPG

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Tranformers Feitos de Sucata

O problema do lixo na China vem aumentando dia a dia e a remuneração dos trabalhadores locais também não é grande coisa, mas um fazendeiro e seu filho encontraram uma solução para lidar com ambos os problemas e ainda estão ganhando $ 160,000.00 por ano. O que eles fazem? Criam "Transformers" de sucata.

Yu Zhilin, que apesar de trabalhar no campo possui formação em artes plásticas, teve a ideia de usar seu tempo livre para criar as estátuas robôs usando velhas peças do carro. Dentro de uma fábrica abandonada ele e seu filho Lu Yingyun levaram 3 anos para completar o primeiro robô.

Na China a franquia Transformes fatura mais que qualquer outro filme, e com o sucesso que pai e filho tiveram decidiram dedicar-se mais à atividade e a partir daí foram se aperfeiçoando e suas criações tornaram-se a cada dia mais aprimoradas, maiores e construídas em menos tempo.

Atualmente as vendas chegam a $ 160,000.00 por ano, um negócio próspero criado a partir do lixo! Suas últimas recriações do Bumblebee e do Optimus Prime tornaram-se conhecidas no mundo inteiro, não só porque são imensas e incríveis de se ver como por serem uma solução extremamente criativa para reciclar lixo que iria acabar virando poluição em algum aterro sanitário.













quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Fones de Ouvido Implantados sob a Pele

Rich Lee trabalha como vendedor em St. George, Utah, e é um apaixonado por tecnologia. Alguns anos atrás ele perdeu boa parte da visão de seu olho direito e desde então começou a pesquisar maneiras de usar a tecnologia para melhorar seu corpo. Recentemente ele decidiu implantar minúsculos fones de ouvido diretamente em seus pavilhões auditivos. Com isso ele pode, por exemplo, usando um media player com um amplificador e um colar-bobina, ouvir música sem que ninguém saiba. Parece futilidade, mas na verdade o implante busca bem mais que isso.

Com o progresso de seus problemas oculares, a ideia principal dos implantes é compensar a eventual perda da visão com a ecolocalização. Algo semelhante a um radar que lhe permitiria interpretar as formas e dimensões dos objetos que o rodeiam com base na maneira como eles reagem às ondas sonoras emitidas e refletidas, bastante semelhante à maneira como um morcego percebe seu arredores no escuro.

Os implantes, que consistem basicamente de imãs de neodímio, poderiam ser perigosos, trazendo risco de infecção e até amputação das orelhas, por isso Rich procurou um artista especializado em modificações corporais para realizar o trabalho. Os imãs foram revestidos com uma camada de ouro e depois passaram por um processo de bio-impermeabilização. Em seguida foi feita uma pequena incisão na protuberância em frente a abertura do ouvidor onde foi feita a inserção e a posterior sutura. A recuperação levou cerca de uma semana e só exigiu um pouco de gelo e ibuprofeno.

Fisicamente o som é uma sequência ondas ou vibrações no ar. O dispositivo de Lee, em conjunto com os implantes, imita a forma como nossos ouvidos normalmente percebem o som. Um media player gera o som que é transmitido a um pequeno amplificador e em seguida ao colar-bobina feito de fios de cobra. Conforme a corrente passa pela bobina faz com que os imãs implantados vibrem. Segundo Lee, a qualidade do som é comparável à de um par de fones de ouvido baratos.

O experimento ainda está em seu estágio inicial, segundo Rich ele está testando múltiplas configurações de bobinas, tensão, etc. No estágio atual uma bateria de nove volts esgota-se em 1 hora, a expectativa no entanto é grande. A visão do olho afetado de Lee vem caindo aos poucos e a tendência é que seu olho ainda não afetado siga o mesmo caminho. Até que isso aconteça ele pretende ter avançado na sua experiência a ponto de ter um telêmetro ultrassônico que lhe permita ouvir a aproximação dos objetos e substituir ainda que parcialmente a visão perdida.

domingo, 13 de agosto de 2017

Franz Reichelt - O Alfaiate Voador

Franz Reichelt era um alfaiate nascido na Áustria em 1879 e radicado na França, tendo obtido cidadania francesa em 1909. Pioneiro do paraquedismo, ele elaborou um traje destinado a aviadores que convertia-se em um paraquedas e que lhes permitiria sobreviver caso eles fossem obrigados a abandonar as aeronaves.
Os primeiros testes das versões iniciais do invento foram bem sucedidos e foram realizados com manequins jogados do quinto andar do seu prédio, depois de aperfeiçoamentos os testes seguintes não tiveram sucesso. Franz acreditava que os fracassos em parte eram fruto da falta de uma plataforma suficientemente elevada para testes, por isso pediu permissão à prefeitura de Paris para realizar um teste da Torre Eifel. Após várias negativas da administração municipal, finalmente no início de 1912 foi concedida a permissão.

Às 07:00 do dia 04/02/1912 Franz chegar à torre para a realização do teste. Com a imprensa presente, ele informa que o experimento não usaria manequins e que ele próprio saltaria usando o traje. Amigos e espectadores tentaram fazê-lo mudar de ideia sem sucesso. Houve discussão com a polícia local, para assegurar que houvesse espaço suficiente para o pouso e que a área estivesse devidamente isolada. Finalmente às 08:00 o alfaiate subiu ao primeiro pavimento da torre, pouco menos de 60 metros acima do solo, e verificou a direção do vento com um pedaço de papel arrancado de um livro. Às 08:22, observado por cerca de 30 jornalistas e curiosos e preparou-se para o salto. Usando um banquinho e uma mesa para ter acesso ao guardrail da torre ele hesitou por cerca de 40 segundos e finalmente pulou com seu paraquedas
parcialmente aberto. Caiu poucos segundos depois aos pés da torre, no solo congelado da capital francesa.

Algumas fontes informam que a necropsia constatou que a morte de Reichelt teria ocorrido antes de chegar ao solo, decorrência de um ataque cardíaco, outras informam que a morte foi decorrente dos traumas do impacto. Ele já estava morto quando os espectadores correram em seu socorro, mesmo assim foi levado para o hospital Necker, onde foi oficialmente declarado morto. Segundo o Le Petit Parisien ele teria sofrido esmagamento da perna e braço direito, além de fraturas de crânio e coluna. Já o Le Figaro declarou que seus olhos estavam bem abertos e as pupilas dilatadas, como se estivesse aterrorizado.

Os jornais franceses do dia seguinte relataram a "experiência trágica" de Reichelt com fotos de todos os momentos do teste e inclusive a profundidade do buraco gerado pelo impacto do corpo com o solo (cerca de 15 centímetros). Segundo entrevista com um dos amigos de Reichelt ele sentira-se pressionado a realizar uma demonstração pública para atrair patrocinadores antes que a apetente de sua invenção expirasse. Ironicamente 2 dias antes um norte-americano havia saltado com sucesso da tocha da Estátua da Liberdade.

As história de Reichelt, bem como as fotos e o filme do desastroso experimento, correm o mundo até hoje. Para alguns ele era apenas um louco, para outros apesar de seus estado mental o alfaiate possuia uma incrível genialidade.

Depois do ocorrido as autoridades francesas passaram a dificultar a concessão de permissão para experiências na Torre Eiffel. Após Reichelt a primeira morte ocorrida em um salto a partir da torre foi a de um norueguês em 2005. Antes disso um salto de 1985, realizado para um filme, foi bem sucedido.